sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Receio

Eu ando com receio, quase como algo imbuído no meu alter ego. Medo daquele sexto sentido que invade a alma e diz no meu ouvido o que pode ou não acontecer. Quem me conhece sabe o porquê que eu falo que sou meio bruxa, sensitiva ou sei lá o quê que realmente tenha visão ao futuro. Esse dizer insistente sobre o que espera os janeiros, fevereiros e os marços ao fim do verão compreende o medo ao futuro e à expansão. Então penso que nem começou e porque esse receio latente na minha alma, será medo do não? Sei nitidamente chega à minha mente e que de quando em vez penso que pode mesmo acontecer.
A pergunta maior fica entre a língua e os dedos, pois eu não falo e nem posso tocar: Porquê o futuro chega antes à minha porta se eu não posso impedí-lo de acontecer?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Escuta graça...

Sai Graça
Contempla a tua graça
Sem aquela toda desgraça
Tira aquele monstro da tua cabeça
Expulsa do Coração
Diz sim pro não
Admita que é em vão
E que tudo o que vocês passaram
Foi assim sim uma diversão!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

É troppo, é troppo :)

Tenho escutado uma música tão bonitinha que resolvi exercitar o meu italiano e traduzí-la, para quem anda apaixonado e não é correspondido serve de consolo :)
Entretanto, deixo às claras que não estou no rol dos "não correspondidos" : D (as pessoas têm a mania de achar que tudo que escrevemos no blog se refere a nossa vida pessoal ¬¬)
Essa música chama-se: Não me Esquecer - Clauss e Vanessa

Vamos à tradução:

Sapete una cosa?
Senza di te anche se non così male
Solo abituarcisi.
Può essere
Tempesta che questo è solo un segno
Molto meglio aspettare.
Se fosse solo un giocattolo con il semplice tocco andrà
Molto più facile da dimenticare che l'amore
Faccio finta che sia meglio
E lasciare che si
Non c'è da stupirsi alla fine.
Ho in animo di passione
E baciare proprio nel cuore
Sento il tuo odore rilasciato nell'aria,
Il mio pensiero al tuo
E sento che non ho dimenticato
Quando vediamo è troppo è troppo!
Baci per tutti amici :*
A tradução não está das melhores, mas aproveitei a folga para exercitar o idioma!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Morte

O signifcado que a morte tem para alguns é um significado vazio, enxergam a morte de maneira vazia.
Pensei sobre ela essa semana.
A mim a morte é: Acontecimento que não beatifica e nem santifica nenhum ser humano. Não há como esquecer o que as pessoas fizeram de ruim para nós apenas por que morreram, sim, há o perdão, como diz Papai "perdoar é tirar as mãos do pescoço de quem nos feriu", porém não por que morrem é que esquecemos. É a pausa. Não veremos a pessoa jamais.
A visão espiritualista é um pouco diferente: A morte é o rompimento do espírito com a carne, por isso qualquer morte que haver será um pouco dolorida, pois não há rompimento que não doa. Entretanto é a partida do espírito para outro plano. Bom ou ruim quem sabe são os espíritos.
Para a professora de Sucessões a morte é: O acontecimento que abre as Sucessões. =D

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Introspecção

“Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem da cruz, mas Ele não fez isso. Isso é amor.

Max, 5 anos

E o teu Amor é que para ti?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Em uma agenda perdida...

Eu te amo como jamais poderei amar alguém. Não é jura de amor não correspondido, até por que eu sei que tu me amas. Mas vem do fundo da alma, doído de lá do fundo. Saber de ti e da tua existência em minha vida transforma qualquer affair em mero conhecido. Imagino-te como algúem que esmera-se para ganhar melhor prêmio da competição, quero-te tanto e por tantas noites sei que passarei por isso só para te ter que cada vez mais as horas complicam esse desejo, pois alastram-se no Universo. Eu te amo meu amor, tanto e inimaginavelmente demais.
Eu te amo meu amor, eu te amo meu amor... Jamais esqueças, independente do lugar que estejas que eu sempre estarei ao teu lado.
Agenda de 2006 - 16 de setembro às 22:45.
E eu te amo meu amor.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tanto ela faz, sem mesmo ela querer

É inegável a falta que ela faz. Ao menos a mim e aos que verdadeiramente a amavam. Lembro dela como uma linda criança, sim, sim... ela sempre foi mais bonita do que eu. E eu amava ser a feia, a menina de Porto Alegre. E ela a guria do interior que empacotava bolachas gagetas todas as manhãs antes de ir à escola.

Nossa convivência, por acaso do destino foi realizada nas poucas vezes que nos vimos, aquele amor que em nós transluzia era contagiante. Lembro-me do dia em que um menino em uma praça ao nos ver brincar perguntou: São irmãs?

Ai que dó, que dor, que nó na garganta que invade a minha alma quando eu lembro dela, dos seus cabelos e a bem da verdade nós éramos muito parecidas. Ela era toda mocinha, pernas longas, cabelos ondulados, mãos gordinhas, quer vê-la olhe para mim. Ela dizia: Bru como eu te amo sabia mana? E eu não escondia e não escondo de ninguém que não irá existir pessoa no mundo que me faça sentir o que ela fazia quando estava perto de mim. Era uma sensação de que nada mais importava ao mundo, somente as idas e vindas dela. As vindas eram realizadas pela nossa alegria e nosso desejo imenso de aproveitar cada minuto juntos, eu, ela e Willian. E a alegria era abruptamente levada de nós com as idas já esperadas de domingo à noite. A tristeza invadia o pleno amor que existia entre nós.

Certa vez ela veio nos visitar num domingo, amei. Amei tanto que acabamos brigando, por bobagem como qualquer criança briga. O plano para aquele domingo era dormirmos todos juntos num colchão de casal na horizontal, assim caberiam todos os três.

À beira da briga, fui para casa, a deixei sozinha na casa da minha avó materna. Na segunda feira Papai levou-a. Não cabe citar detalhes de uma perda tão dolorida. Lembro-me daquele filme que acompanhou essa madrugada de grande tristeza: O mágico de Oz.

Não pude pedir desculpa e nem dizer o quanto a amava, quanto permaneceria inerte à espera de outra vida para podermos realmente aproveitar um tempo maior juntas. Não pude dizer também o quanto seguiria amando-a.

O tempo passa e sempre lembro dela com amor, carinho e saudade. Mas sei que um dia iremos nos encontrar, estaremos todos bem.

E por favor amem sempre e a todo o instante que amarem ou até mesmo brigarem, antes de sair para espairecer diga ao menos um Eu te Amo, se um “podemos ficar bem” for muito difícil.

Eu amo todos os que estão aqui no meu coração, nomeá-los seria injusto, mas ando conversando com Papai para tentar amar todos os seres humanos, é um exercício difícil, mas um dia eu chego lá.

Fiquem com Papai!

Ele está em toda a parte.