Ontem à noite enquanto eu arrumava as minhas coisas para o outro dia, que por sinal já estava por vir, eu te observava. Deitei-me, vi a luz do notebook refletindo nos teus olhos, negros, a tua feição séria, como se não fosse poesia, mas o dia havia dado todo errado.
Observei a tua geografia, teu surrealismo transpirando, meu surrealismo invadindo meu alter ego... Salvador Dali certamente não resistiria àquela imagem.
Tentava me fazer inerte àquela situação, afinal eu estava cansada, tu também, preferi continuar a te observar.
Coloquei a mão sobre o teu peito, senti o teu calor, fechei os olhos para que o tempo parasse, queria um dia (infinito) para que pudesse ficar ali contigo mais e mais. Tu foste dormir, desligaste o notebook, colocaste as mãos no meu rosto, pegaste nos cachos do meu cabelo, olhaste dentro dos meus olhos e eu sussurrei: eu te a... e tu completaste: amo.
Eu, tu... pronomes pessoais... amores surreais.
Um comentário:
lindo :)
tu és uma apaixonada pelo surrealismo não?
lembra-se quando contou-me sobre a história de Salvador Dali?
Até hoje eu lembro!
hehe
lindo o texto!
Postar um comentário